Basta fazer um som, e fazer virar música e ir embora
Enquanto me reconstruo na base de outro alguém, espero estar comprando cimento puro e não misturando com areia. Pintar paredes com cal, afim que eu respire melhor. E enfim, voar,libertar e te deixar. A muito espero pela chance de ir também, e a mais uma oportunidade de mudar me agarro e vou, esperando dessa vez não voltar (e que não me achem). Não são os mesmos braços,mas são abraços de qualquer forma, e pra quem perdeu tudo, alguma coisa pequena vale muito. E por não ter o que sentir, sentimento dos outros vive, até crescer da semente o seu próprio. E os dias não são vividos, mas sim sobrevividos. O tempo passa cronometrado entre matemática,você: NÃO, física, você: NÃO, geografia , você: NÃÃO, história (...) A esperança que não morre nunca é que seja amanhã biofísica, outro: SIM, bioquímica, outro: SIM,anatomia (...) e que outro passe de outro a ser a parte que você era do todo. Alguém tem que ficar no lugar quando alguém vai embora,não dá pra deixar buracos. Nessa maré de otimismo, que amanhã a vida melhora eu me consolo em agora ir pra matemática,a parte de você foi agora, e então NÃO.
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