caio f.

No fundo eu sei que a realidade que eu sonhava afundou num copo de cachaça e virou utopia.
Ou talvez eu só precise de férias, um porre e um novo amor.
Talvez você pule esses três ou quatro muros que nos separam e segure a minha mão, assim, ofegante, pra nunca mais soltar.
Talvez isso mude. Talvez você entre na minha vida sem tocar a campainha e me sequestre de uma vez.



É preciso ir limitando meu sonho, apagando as linhas supérfluas, corrigindo as arestas, até restar somente o centro, o âmago, a essência.

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